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Artigos
A Volta Para o Presente
Gil Cordeiro Dias Ferreira*
“Quer me parecer que
nenhum adivinho
seja capaz de olhar
para outro sem rir.”
(Marcus Tulius Cicero – H 106 A.C. – U 43 A.C.)
Por certo a maioria
dos que lêem este texto se recorda da afamada série de três comédias
ficcionais de Steven Spielberg, estreladas por Michael J. Fox, que
ostentavam o inusitado título “De Volta para o Futuro”. Só depois de
assistir à primeira delas é que se podia compreender o sentido dessa
denominação: na realidade, o “herói” viajava ao passado, solucionava
antigas pendências e ”voltava ao futuro”, ou seja, ao seu verdadeiro
presente, já modificado segundo suas conveniências.
Hoje em dia, de
certa forma, as instituições públicas e privadas, com ou sem fins
lucrativos, têm feito algo análogo, na busca de soluções para os
variadíssimos problemas com que vêm se defrontando, por força das grandes
turbulências atuais - como o personagem de Michael J. Fox, viajam no
tempo, mas não para o passado, e sim para o futuro – e voltam ao
presente. Em outras palavras: ao “viajarem”, tentam visualizar o que as
esperará, dentro de um horizonte preestabelecido – digamos, cinco ou dez
anos; a seguir, “voltam ao presente” e adotam decisões supostamente
capazes de fazer face aos impactos que advirão naquele prazo, sejam eles
favoráveis ou não a seus intentos. Ou seja, intentam “modelar seu futuro”
segundo suas conveniências, como o personagem dos filmes fazia com o
passado.
Essa “visualização
do amanhã”, seguida da adoção, hoje, de posturas pró-ativas, nada mais é
do que a Análise Prospectiva, isto é, a identificação de vários
Cenários Futuros , suas conseqüências para a instituição que
realiza o estudo, as medidas que deverá adotar desde já para
enfrentar essas conseqüências e as mudanças que essas medidas
poderão acarretar para alguns de seus referenciais básicos, como a
missão , os objetivos estratégicos , as políticas e
diretrizes , as estratégias , os fatores críticos de
sucesso , os macroprocessos e até mesmo a visão , os
valores e o próprio negócio .
Dois aspectos
importantíssimos devem ser considerados nesse mister:
1 - Prospectiva
não é “previsão” ou “adivinhação”, nem implica “acertar” o futuro; a
prospectiva busca identificar futuros possíveis, cada qual
dispondo de uma probabilidade relativa, e indicar ações que devam
ser desencadeadas desde já, para que possamos aproveitar esse futuro, se
presumivelmente favorável a nós, modificá-lo a nosso favor, se estiver ao
nosso alcance fazê-lo, ou simplesmente nos protegermos dele em caso
contrário; e
2 - cumpre manter em
mente que os cenários mudam a cada instante, nestes tempos de
globalização, internet, celulares e outros produtos de alta tecnologia;
por conseguinte, é imprescindível que se monitorem permanentemente
as variáveis ambientais (políticas, econômicas, sociais, de
segurança institucional, científico-tecnológicas) e o comportamento dos
atores relacionados às nossas atividades (clientes, fornecedores,
parceiros, novos entrantes, substitutos, concorrentes, governo), de sorte
a nos mantermos aptos a rever nossas decisões.
As diferentes
metodologias de identificação de cenários prospectivos disponíveis
no mundo são, todas, baseadas em pressupostos científicos, geralmente
empregam softwares sofisticados para serem operacionalizadas e se servem
de ferramentas administrativas modernas e poderosas, como a Gestão do
Conhecimento (“Knowledge Management”- “KM”), a Inteligência Competitiva
(“IC”) , o “Business Intelligence”(“BI”), e a Gestão do Relacionamento
com Clientes (“Customers Relationship Management” – “CRM”).
Nesse terreno,
podemos orgulhosamente afirmar que o Brasil também é pioneiro. Desde
1996, uma empresa carioca – a Brainstorming Assessoria de Planejamento
e Informática Ltda – vem realizando cursos e consultorias de
Planejamento Estratégico e Análise Prospectiva, empregando software por
ela desenvolvido – o Puma , que já se encontra em sua quarta
geração, e do qual uma versão “trial” pode ser baixada diretamente do
site da empresa (http://www.brainstorming.com.br). O elenco de clientes
do Puma , por si só, já sugere uma visita à página da Brainstorming:
Banco do Brasil, Departamento de Polícia Federal, Marinha do Brasil,
Secretaria Nacional de Segurança Pública e Brazshipping Marítima.
Nosso propósito, com
este artigo, é motivar os leitores para essa moderna tendência, na área
da gestão empresarial: a busca de uma Visão de Futuro , provida
por Cenários Prospectivos, que nos permita, após essa “viagem”,
trazer “de volta ao presente” um repertório de ações a realizar, tidas
como capazes de nos preparar, desde hoje, para o amanhã. Riscos sempre
haverá, naturalmente, uma vez que são inerentes a quaisquer atividades
humanas, e só não existiriam se o futuro fosse único, certo e previamente
conhecido. Mas nessa hipótese, a vida seria inteiramente desprovida
daquele inigualável “sabor do desconhecido” que impele a humanidade para
diante desde tempos imemoriais, e a única certeza seria a morte.
Queremos também
tornar pública a disponibilidade de uma boa ferramenta, genuinamente
brasileira, já bastante testada no mercado, capaz de, por um lado,
impedir que repitamos equívocos famosos do passado, na área das
“predições”, como o final dos tempos que ocorreria em 2000 ou a guerra
termonuclear entre os EUA e a ex-URSS, e, por outro, ajudar-nos a
“modificar o futuro”, prevenindo-nos contra catástrofes que se
prenunciam, como a degradação ambiental e a violência decorrente da
proliferação das drogas. Em suma, para construirmos um mundo melhor.
*Gil Cordeiro Dias
Ferreira
é Administrador e Consultor de Empresas.
Contato:
gil@brainstorming.com.br
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